Entao vamos.
e vamos onde?
Apenas vamos.
nossa!!!
sem planos...
sem rumo...
sem futuro.
(sem culpa?)
quarta-feira, 21 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Juntos
Não me recordo quando foi a última vez, mas lembro da vez antes do acidente. Como sempre, uma boa surpresa. Intensidade era nosso argumento. Nos encontramos depois disso, duas ou três vezes também. As coisas mudaram um pouco, isso acontece com grandes traumas, faz parte.
E a vida nos põe a girar e girar. Caminhos distintos, o óbvio. Tínhamos pouquíssimo em comum e seguimos cada qual sem pesar, sem apegos. Mui raramente falávamos, não era preciso. Uma saudade calada por dentro. Uma saudade serena. Tudo fora devidamente vivido. Mesmo aquela sensação de futuro do pretérito a provocar era lúcida. O tempo foi-não-foi. As respostas sempre existiram. Sem perguntas.
Hoje você pegou o trem, não sei se apressado ou já era hora, não se despediu. Mas estava contente e isso é o que importa, foi consciente das mudanças. Eu cheguei atrasada, pois não sabia de nada. Ninguém sabia. Surpresas ninguém gosta, mesmo que gostem de alguma. Encontrei seu irmão. Estávamos todos que poderíamos estar. Muita gente. A sua doçura contaminou nossos corações, cativou. Chorei por uma mistura de sensações. Seu irmão veio, forte, e com uma doçura como a sua, me abraçando, sussurrou o que eu sinto sempre: o nosso gostar um pelo outro transcende. E que você sempre lembrava disso. Era certa a cumplicidade do nosso silêncio-sorriso.
Ps – Homenagem a um grande personagem real que mudou de mundo.
domingo, 11 de julho de 2010
Apague a luz quando chegar
Em dias de lucidez quase absoluta, como hoje em que lhe escrevo, consigo sorrir quando encontro suas sementes pela casa. Se fosse há dias atrás, teria queimado amassado, engolido todas elas, chorando com a força e intensidade que só a raiva proporciona.
Em dias de lucidez, como hoje em que lhe escrevo, abro a caixa com as memórias coletivas e revivo cada cor das fotografias.
Em dias de lucidez, como hoje em que lhe escrevo, penso que é bom viver, sabendo que é perigoso sim, mas que vale a pena. Sempre e tudo.
Em dias de lucidez, como hoje em que lhe escrevo, posso acreditar que os momentos e pessoas têm validade (mesmo que indeterminadas) e justamente por isso são agradáveis.
Em dias de lucidez, como hoje em que lhe escrevo, sinto a natureza mais próxima, o vento cúmplice e o sol confortante.
Em dias de lucidez, como hoje em que lhe escrevo, silenciar a mente é a tarefa mais fácil do mundo.
Em dias de lucidez, como hoje em que lhe escrevo, gosto de pensar na minha vingança: perdoar-te.
A maior vingança é o perdão.
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