domingo, 26 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Vela Acesa
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
CHAMA
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Eu odeio o natal
Não, não tive uma infância traumática sem presentes ou presépio em casa.
Tampouco sou uma pessoa adulta sem companhia para a grande ceia.
Mas repito: EU ODEIO O NATAL!
Aliás, qualquer pessoa com o mínimo de lucidez percebe a insanidade do que se aproxima: compras frenéticas e orgias gastronômicas.
Pretendo evitar resolutamente dois lugares durante a próxima quarentena, supermercados e shopping centers.
A impressão que tenho nos dois casos é que estamos diante do Armageddon e precisamos estocar comida e coisas inúteis. Apenas os que garantirem suas reservas serão poupados da voracidade da besta.
O fato que segue, embora relativamente distante no tempo, nos dá uma idéia da perversidade da data.
A mãe de uma amiga, uma senhora com filhos e netos criados e consciente de seu papel no matriarcado da família, incumbiu-se da famosa ceia de natal. Embora todos, motivados pelo suposto espírito natalino tivessem se mostrado dispostos a ajudar acabou que a pobre enfrentou sozinha o desafio de alimentar uma família enorme.
Sem nenhum exagero a mulher passou 12, vejam bem, doze horas cozinhando. Já exausta viu-se ainda diante do peru esperando pra ser assado. Como este não coubesse no forno e apavorada com o eminente fracasso do natal esta, que até então sempre fora pacífica e comedida como as mulheres aprendem a ser, se encheu de fúria, a fúria de todas as mulheres que vieram antes dela e possivelmente das que virão depois. Tomou o primeiro objeto que encontrou e destruiu o tal fogão com tantos golpes que nem puderam ser contados.
Agora me digam: que espécie de alucinação coletiva toma conta de nós no natal?
O que nos faz enfrentarmos congestionamentos nas ruas, nas lojas, nos caixas e ao final estarmos todos exaustos, com indigestão e não raro endividados?
E tem mais: pessoas que passaram o ano se odiando se abraçam, trocam presentes e votos e um novo e bom ano!
Se eu fosse o menino Jesus correria do natal por umas três semanas consecutivas sem olhar pra trás...
Uma carta (ainda se escrevem cartas?)
Resolvi escrever por temer, ou melhor, por saber, que pronunciadas as palavras elas seriam esquecidas. Por você e por mim.
Escrevê-las é também um jeito de trazer luz ao que não parece claro. Já dizia um de meus escritores prediletos: ‘a gente exorciza os fantasmas os chamando pelo nome’. Não que o que tenha a dizer seja aterrorizante e precise ser exorcizado, precisa apenas sair do escuro.
E aí vem um problema: depois de escritas, ou pronunciadas as palavras elas não nos pertencem mais. Não temos controle sobre o modo como as pessoas se apropriarão delas. Pior que isso, sequer podemos controlar o modo como elas serão interpretadas.
Isto posto, o que fazer com tais palavras deixa de ser um problema meu. Ou dizendo de outra forma: faça o que quiser com elas.
E me desculpe se pareço um tanto rude, só decidi não me pré-ocupar com problemas que não posso resolver, principalmente porque eles não existem, ou ainda não existem.
Confesso que agora me senti ligeiramente irresponsável. O que me dá o direito de dizer tudo que penso e quero ignorando seus efeitos colaterais? O mesmo que as pessoas têm de não lerem ou não ouvirem o que não querem. Pronto! Resolvido.
Bom, mas voltemos ao que motivou esta carta.
Não é nada grave, talvez nem seja grande. Só uma vontade de registrar: quando estou com você parece que cada corpo no universo encontrou seu lugar. Parece que eu encontrei meu lugar.
Sem medo, sem perguntas, sem dúvidas.
Mesmo que ambos custemos a acreditar que isso seja possível!!!
Tudo é só isso.
Vasculhando prateleiras em busca de algumas pérolas literárias fui instigada pelo título de um livro. ‘Tudo é só isso’. E a pontuação era essa mesma, uma afirmação. Tudo, todos os anseios, todas as expectativas e mesmo os medos são só isso. Coisa pouca. No entanto brincando com os sinais não mudamos apenas aspectos semânticos, fui instigada a atribuir outro sentido ao texto, mas não apenas a ele, ao todo físico e metafísico de que somos feitos.
Essa conversa sobre semântica e metafísica é, na verdade, apenas preâmbulo para algumas reflexões acerca do ‘pra que mesmo que isso serve?’, ou sua variação ‘o que é que to fazendo aqui’.
Ninguém questiona que é próprio de nossa economia psíquica tentarmos dar as coisas o tamanho que elas tem. Como também não se questiona o fato de que invariavelmente, e algumas vezes na vida, tomamos um camundongo por um elefante. Nessas horas repetimos como um mantra: tudo é só isso. Como que para nos redimir de exagerar na dor ou na culpa.
Mas há outras horas graves, em que o elefante que julgávamos conhecer tão bem se mostra na verdade um reles camundongo. E desgraçadamente isso também pode nos acontecer muitas vezes na vida.
Há quantas causas nos dedicamos visceralmente para ao final nos darmos conta de que não era nada daquilo, que o esforço foi em vão, ou pior, estávamos ou estamos sozinhos naquela trincheira. Isso vale pra quase tudo eu acho. No trabalho, na família, nas relações...
Nas relações então... quantos enganos!!!
Maria Rita Kehl em um de seus artigos chama atenção de forma bem humorada para nossos enganos consentidos: ‘quem nunca teve o azar de ser amado pelas razões erradas?’. Eu completaria: quem nunca teve o azar de amar pelas razões erradas?
Não amamos o outro. Amamos o que o outro provoca, suscita, estimula em nós.
E aí, um belo dia nos damos conta: tudo é só isso? E culpamos o outro por não nos entender, não nos amar, não ser mais que achávamos que era.
Eis a tragédia!!!
Talvez fosse mais honesto dizermos: eu amo a pessoa que sou quando estou com você!
Contudo, onde quero chegar é no fato de que mesmo quando nos damos conta dos enganos que cometemos e que cometem com a gente ou contra a gente temos uma dificuldade imensa em dizer CHEGA! Até nos apercebemos da mediocridade a que nos reduzimos, mas daí a romper com isso há uma grande distancia.
Racionalizamos, somos condescendentes, justificamos e sempre vamos postergando a hora de viver de verdade. Contentamos-nos com um ‘tudo é só isso.’
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Nós em Noz
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Outubro Azul
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Capítulo Final: Desenlace
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Ação
Vi cores respirando cheiros, mas
eram as palavras que me gritavam.
Sons de uma potência absoluta, que
não eram ensurdecedores,mas fortes,
acalmavam me a alma.
Foi-se o sol.
Que talvez volte amanhã.
Meus passos, foram lavados, mas
tenho certeza das terras por onde andei.
Algumas esqueci, outras,
recorro sempre que feliz
e todas também passaram por mim
com Tempo ou pelo Vento.
Passar é sempre um movimento. Deslocação.
Modificação produzida pela própria substância.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Dança da areia
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Moeda estrangeira ou Embarque imediato
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Banho de chuva
sábado, 11 de setembro de 2010
IML
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
A Fraqueza da promessa
terça-feira, 7 de setembro de 2010
O homem que tinha medo
De muitas coisas, algumas reais outras nem tanto.
Ele tinha medo de ter medo.
Tamanho era o medo que tudo foi perdendo o encanto.
Do passado ou do futuro, tanto fazia,
Repetir um no outro, se desprender de um pra outro...
O que sabia é que no presente tudo era medo.
E ficava assim, suspenso, vagando entre o medo do velho e do novo.
Tinha medo de perder.
Perder o que mesmo?
Se perder talvez?!
E perdeu tanto tempo com seu próprio medo
Que nem se deu conta do que perdia...
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Aquela praça
Metrópole. Concreto quente. Pedaços do céu azul, sol forte e brisa imperceptível. O movimento infinito da pressa alheia. Sentei-me, fugindo da ressonância humana. Pessoas envolta.
Desespero. Raiva. Medo. Lágrimas. Sentou-se ao meu lado. Sentia a rigidez da madeira do banco de praça. Estava sozinho, em meio à multidão.
Mais algumas horas para realizar as pequenas tarefas da “check list” pra depois ir ao melhor refugio dos solitários: cinema. Eu não consegui ficar imune ao desespero alheio. Eram lágrimas de um amor perdido. Ofereci meu ouvido através de um olhar lúcido. Ainda me sinto humana.
Quem já sofreu vez ou outra por amor, sabe como é. Cada um pode sentir diferente, mas o ser humano possui certas reações óbvias. Ele precisava mesmo de um ouvido.
Com uma voz tímida, porém grossa, falou baixo a primeira frase. Estava confuso. Olhou nos meus olhos, queria a certeza de haver um interlocutor. Encorajei-o a continuar.
Negou seu amor. Negou para ela. Para ele mesmo. Confessou abrir mão de tudo aquilo, por não sentir-se preparado. Pensei: “ora! E alguém está preparado para alguma coisa nessa vida?” Abaixei a cabeça junto com ele, e permaneci em silêncio ouvinte.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
vambora
e vamos onde?
Apenas vamos.
nossa!!!
sem planos...
sem rumo...
sem futuro.
(sem culpa?)
terça-feira, 20 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Juntos
Ps – Homenagem a um grande personagem real que mudou de mundo.
domingo, 11 de julho de 2010
Apague a luz quando chegar
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Sobre amor e mesas
São os detalhes, as pequenas coisas, pequenos acontecimentos que possuem o poder de nos revelar, a nós mesmos, inclusive e principalmente.
Acontecimentos aparentemente banais: sentar-se à mesa na casa do namorado, perder um tênis na casa da avó, um café numa tarde ensolarada...
Nada disso ocupa nossa lista de problemas ou de prioridades, exceto quando despertam em nós convulsões ancestrais.
Pequenezas que escondem abismos. Não do tipo em que caímos nos pesadelos, do tipo de abismos que escondem mistérios só revelados apenas aos que gritam diante dele: ‘Não tenho medo de você!’
Os sentidos sociais se constroem na relação, ou na interação, como diriam alguns sociólogos, mas o sentido simbólico se constrói nos detalhes, no susto, no lapso da consciência, na dor, sobretudo na dor.
Aí tudo ganha outras proporções e significados: perder o sapato é também se perder, não apenas não saber pra onde ou como ir, é não saber quem a gente é. Do mesmo modo, mas diferente, sentar à mesa é se achar, se encontrar, encontrar seu lugar no mundo.
Se perder ou se achar não são opostos, contrários, são jeitos particulares de gritar ao abismo:
‘NÃO TEMOS MEDO DE VOCÊ!’
(Mesmo que doa...)
ps.: nunca pensei que acharia linda uma história sobre mesas, ou melhor, nunca pensei que uma mesa pudesse ser um dos presentes mais lindos do mundo.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Tempo descalculado
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Corredor
Não consegui,
perdi tudo.
Alegria, imaginação,
vontade, inspiração,
tesão.
Perdi-me em seus cabelos e
cheiros.
A folha branca me espera sedenta
de letras, de tinta.
De mim mesma, que perdi.
Perdi n´algum lugar,
que não seus cabelos
tampouco cheiro.
Fui passear no vácuo,
pedaços espalhados.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
ZeroQuatroUm
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Cacos para um vitral...
Tomei um café e ganhei um presente...
Caí de moto e ganhei uma festa... (A salvação opera nos abismos)
Saí da aula e tomei uma bolada...
Aprender era quase um orgasmo, agora sei.
sábado, 22 de maio de 2010
O gelo bóia
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Lista de absurdos (aberta à complementações)
e o teu futuro espelha essa grandeza...tão de brincadeira né?!);
- Dizer, depois de vinte anos de casada que prefere uma barra de chocolate ao marido;
- Seu 'parceiro' decidir que você não está feliz com ele...;
- Jogar sudoku durante a melhor aula de todos os tempos...;
- Responder 'sim, tudo bem', quando perguntam 'Tudo bem?' (a quem queremos enganar?!)
terça-feira, 18 de maio de 2010
Coffea canephora
Acordei no susto. Como quem acha que tinha sido só uma piscada, dormi por 32 minutos. Eram 11:42 no relógio. Além desse susto, havia um ser deitado ao meu lado. Um corpo lisinho, definitivamente era ele um varão. Com textura aveludada, pelos claros e finos pelo corpo. Nu. Virado com as costas para mim, com sua bunda durinha, redonda. Perfeita. Parecia que dormia. Chamei pelo nome, em voz quase nula, mas resolvi deixá-lo ali por mais um instante, exposto em meu quarto. Como uma escultura grega.
Sexo. O melhor dos motivos para se dormir tranquilamente. Madrugada de trocas. Energias. Fluidos. Sensações compartilhadas e imaginações explicitadas. Gargalhadas cruéis. Manhã de orgasmos. Visuais, mentais, físicos. Tudo.
Foi com um olhar a distância, em um ambiente movimentado, mas agradável, que o álcool me facilitou. Sim, não sou hipócrita. Eu gosto da sensação do meu sorriso se abrindo antes de mim mesma. Então, o Universo veio, trouxe ele para meu campo de visão, e, ao mesmo tempo, percebida, fui devorada. Olhar intenso sobre mim. Sorri do outro lado, para cumprimentá-lo. Um quase-desconhecido, era charmoso, não era o álcool, o vi antes disso. Um amigo em comum. Ele me despiu em pensamento. Só de sentir o jeito com que me abraçava, forte e decidido, enquanto dançávamos, me fez sorrir em pensamento. Subiu um arrepio pela espinha, de baixo até a nuca. Disfarcei e sorri pra ele.
E cá estou, na cozinha, fazendo um café amargo, depois de uma alvorada agridoce. Nem o primeiro, nem o último. Sempre gostei dessas coisas assim, que acontecem de repente e que, mesmo assim, conseguem ser bem feitas. Ele começou por me olhar, e acabou por me fazer ficar fora do ar, em alto e bom som e depois, num sorriso-silêncio. Multiplicidade no formato. Sentia minha pele como
a mais cheirosa e saborosa do mundo. Havia fome, que fora saciada aos poucos, com devoção e silêncio. Uma rainha, uma deusa. Uma Mulher, simplesmente. Um cara, ali, ao meu dispor, inteiro e firme, por mim, para mim e comigo. Tudo ao mesmo tempo. Todos num só. Maravilhas de um instante. Abraçou-me. Beijo na testa e partiu.
Café amargo a chocolate, minha escolha foi feita esta tarde na qual escrevo.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Papo de Banheiro
PORQUE NUNCA FUI AMADA
Como uma sentença, a afirmação não permitia sequer contestação. Nem mesmo o tradicional: ‘calma, você está sendo drástica, não é bem assim... ’
Ela dizia: quero um namorado, um companheiro pra me sentir amada, porque nunca tive isso. Sem titubear, ou mesmo embargar a voz, com uma consciência e lucidez incômodas.
Afirmações como essa, enfáticas, desconcertantes, nos fazem olhar para nossas próprias trajetórias com uma pergunta igualmente incômoda: e nós, será que fomos amados?
Ela se perguntava ainda se uma infância preenchida com rejeições, bulling, falta de cuidados permitiria que essa órfã afetiva conseguisse construir uma família ‘Doriana’, uma vez que nunca teve uma?
Qualquer resposta, pronta ou inventada, talvez não passasse de uma tentativa de auto justificativa.
Quase pra nos convencer de que é isso mesmo. Quase como um pedido de socorro...
Quase como um pedido pra não pensar mais nisso...
‘No piense más, no piense más...’ (Filme: O segredo dos seus olhos)
Com o mundo cada vez mais desencantado... preenchendo vazio com mais vazio.
São demais os perigos desta vida... (Vinícius)
Viver é muito perigoso... (Guimarães Rosa)
Tudo pode acontecer em um conselho de classe
Esse papo sobre melancolia e dias que começam estranhos é pra narrar uma história que não fosse triste seria cômica, ou melhor, é um pouco cômica porque um tanto triste.
O fato que segue ocorreu numa escola, uma escola qualquer, típica. Aliás, a idéia de fatos típicos, comportamentos típicos é importante pra essa história. As aulas foram suspensas pra que se realizasse o famigerado Conselho de Classe. Ritual no qual professores frustrados, mal pagos e sem vida social (e sexual) expurgam suas dores, culpas e mediocridades. Uma espécie de catarse coletiva. Enfim, um mal necessário, não se sabe exatamente pra quem, mas necessário.
Tudo dentro do padrão. Seria mais um Conselho típico não fosse o fato desta que vos relata resolver navegar enquanto esperava o início da ‘terapia de grupo’. Mesmo o mundo virtual e suas inúmeras possibilidades não nos livram da monotonia, boa parte das notícias e novidades do momento tem qualquer coisa de requentadas. Isto posto recorremos aos meios virtuais para ‘rever’ os amigos. É aqui que entra uma das maldições da modernidade: as redes de relacionamento.
Já adianto: começa a se consolidar em mim certo ódio por essas redes. Sabe aquele namoro firme, cheio de recadinhos carinhosos e melados? De repente descobre-se que se está namorando sozinha, já tem uma baranga qualquer deixando os mesmos recadinhos... e o que torna tudo odioso é que todo mundo já está sabendo, menos você, é claro.
Não bastando a primeira lição sobre redes de relacionamento a gente insiste, acha que agora aprendeu e que não cai mais nessa... Ingênuos todos!!!
Tratando-se de redes abertas podemos ver e ser vistos por todos. No dia em questão fui ‘visitada’ por alguém sob o pseudônimo ‘guiiii’, fato insignificante até perceber que a pessoa com quem achava que tinha um relacionamento estar se correspondendo com a tal ‘guiiii’.
Qual não é minha surpresa, pra não dizer choque, ao ver os recados deixados ao jovem mancebo em questão: ‘oi amor’!!! Oi amor? Amor? Como assim? Nunca nos chamamos de ‘amor’...
e como já cantou Maysa ‘meu mundo caiu’...
Ligo enlouquecidamente para o objeto de amor da ‘guiiii’, a essa altura já tinha certeza que se tratava de uma mulher (rsrs). Lógico, sem ser atendida. Lanço mão de outro recurso tecnológico as tais mensagens sms, direta, reta e enfurecida: ‘duas perguntas: por que não me atende e quem é guiii’.
Sem resposta, naturalmente.
Detalhe: o conselho de classe rolando solto!!! O aluno tal? Ahn? Quem? Notas? Ah...Quero justificar de antemão meu apreço pela educação, em condições normais de temperatura e pressão estaria acompanhando atentamente o desabafo de cada um de meus colegas de magistério.
Eis que algum tempo depois o jovem, aquele que não atendeu as ligações tampouco respondeu à mensagem, acessa outra rede de relacionamentos (outra daquelas que começo a nutrir senão ódio no mínimo antipatia).
Oi (ele)
Oi
(silencio)
Tudo bem (eu)
Mais ou menos...
(silêncio... e quase nenhuma dúvida do que estava por vir)
O que está mais ou menos?
Tudo.
(ninguém merece, o mundo caindo e a pessoa dando respostas genéricas ou evasivas)
Queria te pedir desculpas.
(já recebi uma carta assim... ‘nunca vou me desculpar pelo que estou fazendo...’, ou seja, se restava alguma dúvida estava totalmente sanada)
Pelo que? (só pra confirmar!!!)
Queria terminar.
(ódio, fúria, tristeza e mais raiva: Por que esse FDP não falou?)
E o conselho de classe rolando
Os diálogos que se seguiram alternaram-se entre cobranças, parcas explicações e uma dúvida: o que está havendo com os homens? Onde foram parar os corajosos, decididos, bem resolvidos e honestos?
Clamo aqui pelos honestos não evocando arremedos de fidelidade, todos temos direito de mudar de opinião, de gostos, mas me refiro aos honestos com culhões, como diz um novo amigo. Aqueles com hombridade de dizer PESSOALMENTE o que querem e principalmente o que não querem.
Enfim, um dia melancólico, um Conselho de Classe típico e mais um fim virtual para a coleção.
E a pergunta, é claro: oi tem alguém aí?
Se tiver, por favor, não deixe um ‘scrap’, não mande email muito menos sms...
A delicadeza agradece.
Alguém cansado... (não só das tecnologias que afastam mais que aproximam)