Adélia Prado escreveu uma vez que a salvação opera nos abismos, eu diria mais: opera também nos detalhes!
São os detalhes, as pequenas coisas, pequenos acontecimentos que possuem o poder de nos revelar, a nós mesmos, inclusive e principalmente.
Acontecimentos aparentemente banais: sentar-se à mesa na casa do namorado, perder um tênis na casa da avó, um café numa tarde ensolarada...
Nada disso ocupa nossa lista de problemas ou de prioridades, exceto quando despertam em nós convulsões ancestrais.
Pequenezas que escondem abismos. Não do tipo em que caímos nos pesadelos, do tipo de abismos que escondem mistérios só revelados apenas aos que gritam diante dele: ‘Não tenho medo de você!’
Os sentidos sociais se constroem na relação, ou na interação, como diriam alguns sociólogos, mas o sentido simbólico se constrói nos detalhes, no susto, no lapso da consciência, na dor, sobretudo na dor.
Aí tudo ganha outras proporções e significados: perder o sapato é também se perder, não apenas não saber pra onde ou como ir, é não saber quem a gente é. Do mesmo modo, mas diferente, sentar à mesa é se achar, se encontrar, encontrar seu lugar no mundo.
Se perder ou se achar não são opostos, contrários, são jeitos particulares de gritar ao abismo:
‘NÃO TEMOS MEDO DE VOCÊ!’
(Mesmo que doa...)
ps.: nunca pensei que acharia linda uma história sobre mesas, ou melhor, nunca pensei que uma mesa pudesse ser um dos presentes mais lindos do mundo.
São os detalhes, as pequenas coisas, pequenos acontecimentos que possuem o poder de nos revelar, a nós mesmos, inclusive e principalmente.
Acontecimentos aparentemente banais: sentar-se à mesa na casa do namorado, perder um tênis na casa da avó, um café numa tarde ensolarada...
Nada disso ocupa nossa lista de problemas ou de prioridades, exceto quando despertam em nós convulsões ancestrais.
Pequenezas que escondem abismos. Não do tipo em que caímos nos pesadelos, do tipo de abismos que escondem mistérios só revelados apenas aos que gritam diante dele: ‘Não tenho medo de você!’
Os sentidos sociais se constroem na relação, ou na interação, como diriam alguns sociólogos, mas o sentido simbólico se constrói nos detalhes, no susto, no lapso da consciência, na dor, sobretudo na dor.
Aí tudo ganha outras proporções e significados: perder o sapato é também se perder, não apenas não saber pra onde ou como ir, é não saber quem a gente é. Do mesmo modo, mas diferente, sentar à mesa é se achar, se encontrar, encontrar seu lugar no mundo.
Se perder ou se achar não são opostos, contrários, são jeitos particulares de gritar ao abismo:
‘NÃO TEMOS MEDO DE VOCÊ!’
(Mesmo que doa...)
ps.: nunca pensei que acharia linda uma história sobre mesas, ou melhor, nunca pensei que uma mesa pudesse ser um dos presentes mais lindos do mundo.
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