Algumas semanas sem contato. Antes disso, eram almoços semanais, coisa rápida de 50 minutos as quintas-feiras. Tempo suficiente para se acreditar que era tudo bom, e pouco tempo para questionar sobre aquilo tudo.
Fim de ano e a contaminante pressa de dizer que ama todo mundo. Marcamos um almoço na casa dele, o cardápio e execução eram minhas tarefas. Gosto de cozinhar, e uma boa oportunidade de dizer que me importava com ele, através do paladar.
Poucas ordens, decidi o cardápio em função do que tinha na dispensa. Peguei as coisas, sacola de feira e fui.
Calmaria estranha. E quem estava nervosa dessa vez, era eu. Ansiosa e com fome. A responsabilidade era minha: pôr água na panela, para a pasta, e preparar o molho quatro queijos, para agradar a todos, nada como o queijo, o elo. Ele estava silenciosamente aguardando.
Desconfiei.
A lasanha no forno estava quase pronta e eu entendi tudo.
Henri Nouwen escreveu um livro 'Transforma meu Pranto em Dança', é isso que você está fazendo. Parabéns!!!
ResponderExcluirSinto-me honrada com suas observações...
ResponderExcluirGrata pela companhia!