domingo, 11 de agosto de 2013
Medo da morte
Só agora consegui tempo pra chorar.
Mentira.
Só agora arranjei a dose necessária de coragem. Sim, é preciso uma dose generosa de coragem pra chorar de medo (nada de colher rasa!).
Não o medo das palavras não ditas, dos abraços não dados. Não, aqui o amor passa por outras pontes...
Talvez o medo das tragédias cíclicas, velhas conhecidas que somos, sempre em bando, sempre implacáveis.
O não-se-confirmarem deixou alívio, e também uma dor aguda no peito como um lembrete.
O que dizer sobre nós?
Sobrevivemos.
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