Resolvi escrever por temer, ou melhor, por saber, que pronunciadas as palavras elas seriam esquecidas. Por você e por mim.
Escrevê-las é também um jeito de trazer luz ao que não parece claro. Já dizia um de meus escritores prediletos: ‘a gente exorciza os fantasmas os chamando pelo nome’. Não que o que tenha a dizer seja aterrorizante e precise ser exorcizado, precisa apenas sair do escuro.
E aí vem um problema: depois de escritas, ou pronunciadas as palavras elas não nos pertencem mais. Não temos controle sobre o modo como as pessoas se apropriarão delas. Pior que isso, sequer podemos controlar o modo como elas serão interpretadas.
Isto posto, o que fazer com tais palavras deixa de ser um problema meu. Ou dizendo de outra forma: faça o que quiser com elas.
E me desculpe se pareço um tanto rude, só decidi não me pré-ocupar com problemas que não posso resolver, principalmente porque eles não existem, ou ainda não existem.
Como você receberá tais palavras, o que vai pensar de mim e delas... são questões que fogem ao meu controle.
Ainda bem!
Confesso que agora me senti ligeiramente irresponsável. O que me dá o direito de dizer tudo que penso e quero ignorando seus efeitos colaterais? O mesmo que as pessoas têm de não lerem ou não ouvirem o que não querem. Pronto! Resolvido.
Bom, mas voltemos ao que motivou esta carta.
Não é nada grave, talvez nem seja grande. Só uma vontade de registrar: quando estou com você parece que cada corpo no universo encontrou seu lugar. Parece que eu encontrei meu lugar.
Sem medo, sem perguntas, sem dúvidas.
Mesmo que ambos custemos a acreditar que isso seja possível!!!
Confesso que agora me senti ligeiramente irresponsável. O que me dá o direito de dizer tudo que penso e quero ignorando seus efeitos colaterais? O mesmo que as pessoas têm de não lerem ou não ouvirem o que não querem. Pronto! Resolvido.
Bom, mas voltemos ao que motivou esta carta.
Não é nada grave, talvez nem seja grande. Só uma vontade de registrar: quando estou com você parece que cada corpo no universo encontrou seu lugar. Parece que eu encontrei meu lugar.
Sem medo, sem perguntas, sem dúvidas.
Mesmo que ambos custemos a acreditar que isso seja possível!!!
Que delícia compartilhar isso, ou ser apenas testemunha, ao ler a carta do outro.da outra. de vocês que por aí estão...
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